Dia 21 de março é marcado como o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data tem objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.

Pensando nisso, a Comissão de Humanização do Hospital Estadual de Urgências da Região Sudoeste (HURSO), em Santa Helena, resolveu informar aos pacientes, acompanhantes de colaboradores a respeito da Síndrome. Para isso foram distribuídos panfletos informativos e a psicóloga Lorrayne Nunes deu orientações verbais sobre como lidar com as pessoas com Down.

“Buscamos mostrar para todos o quanto é importante não termos nenhum tipo de preconceito. Focamos muito na necessidade de inserirmos qualquer pessoa que tenha uma necessidade especial dentro da sociedade,” disse a psicóloga. Ela reiterou que “é o papel de todo ser humano ter essa fraternidade e esse olhar humanizado.”

Lúcia de Almeida, que estava visitando o sobrinho,  contou que adorou a ação. “Achei bem legal a ideia de conscientizar a população sobre essa Síndrome, é preciso incluir essas pessoas cada vez mais na sociedade”, afirmou.

 

O que é a Síndrome de Down?

Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos em 23 pares. Pessoas com Síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois têm três cópias do cromossomo 21, ao invés de duas. “É um cromossomo a mais”, enfatizou Lorrayne.

O que essa cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades. A pessoa com a Síndrome apresenta características específicas, mas nem sempre na mesma medida. As características podem ser aparência facial distinta, atrasos no desenvolvimento e pode ser associada a doença cardíaca e/ou tireoide.

Tatiane Vieira é mãe da Brenda, paciente do HURSO que tem Síndrome de Down. “Ela é uma pessoa tranquila, amorosa e muito inteligente”, relatou. Segundo Tatiana, ainda que sejam necessários alguns cuidados especiais, a filha não dá nenhum trabalho que outra criança não daria. “As pessoas acham que ela precisa de mim, quando na verdade eu que preciso dela. Ela me ensinou a amar”, destacou.