Palestra foi ministrada na recepção do Hospital Municipal de Araguaína e alertou para a necessidade de iniciar o tratamento o quanto antes.

No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar – IBGH preparou uma palestra educativa para os pacientes do Ambulatório Municipal de Especialidades (AME) que aguardavam atendimento na recepção do Hospital Municipal de Araguaína – HMA.

De acordo com a Analista do Núcleo de Educação Permanente – NEP do HMA, Síntia Barros, o principal foco da palestra foi mostrar a importância do diagnóstico precoce da doença para o tratamento imediato e cura dos casos.

“É uma doença milenar e infelizmente ainda tão presente nos dias atuais, por isso nos preocupamos em ampliar o conhecimento dos nossos pacientes a respeito do assunto, pois é uma doença grave, porém totalmente curável”, destacou.

Convidada pelo IBGH, a enfermeira da Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde, Stella Lúcia, conversou com pacientes sobre os aspectos da doença, sintomas, formas de transmissão e tratamento.

“Muita gente pensa que só de chegar perto de alguém com Hanseníase que já vai pegar a doença. Não é bem assim. Iniciado o tratamento, o paciente já não transmite mais a Hanseníase”, explicou Stella.

A doença

Popularmente chamada de Lepra, a Hanseníase é causada por uma infecção da bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta a pele, olhos, nervos periféricos e nariz. Os sintomas são manchas claras ou vermelhas na pele, dormência, diminuição de sensibilidade e fraqueza nas mãos e pés. O tratamento da doença dura entre seis e 12 meses com terapia e vários medicamentos.

Acertando o público em cheio

Valdirene Batista é dona de casa e gostou do conteúdo da palestra. “Aprendi um monte de coisas novas. Me ensinaram bem novinha que não se deve chegar perto de alguém com lepra. Porém, agora sei que se a pessoa estiver em tratamento, não há problema algum. A Hanseníase não é transmissível”, disse a dona de casa.

Fotos: João Neto